28 de mar de 2013

Uno




imagem: weheartit



Quando o perto for raso,
A pedra afundar e bater,
Queimar e sufocar
Todas as belas paisagens que já beijei,
Toda calma que nunca senti,
Aí sim, saberei o quão profundo há em mim.

Não quero tão cedo perder a superfície.
Muito longe é muito fácil de ceder.

Conheço tudo que não quero esquecer,
Não desejo nada que precise ver.


by Rachel Nunes*

3 comentários:

Thamires Figueiredo disse...

Que lindo, Rachel.

Ângelo Feinhart disse...

Eu me dei por plenamente satisfeito com teu lirismo. Profundidades são tão difíceis, quando se faz necessário o retorno! Quem dera descobríssemos nossos profundos quando o perto fosse raso. Também eu gostaria de conhecer tudo que não desejo esquecer, mas a melancolia de vez em quando aponta que há algo que doi sem ser conhecido.
pequenasinocencias.blogspot.com

Danilo MM disse...

A viagem em si é sem volta. Jamais voltamos os mesmos.